Voadorizando

Brasserie de Silly

In Bélgica & Luxemburgo on setembro 13, 2010 at 12:48 pm
Última das cervejarias da Valônia que visitamos, e sensacional em todos os termos, a Brasserie de Silly fica, como não podia deixar de ser, na cidade de Silly, que por sua vez deve estar bem cansada de tanta piadinha dos visitantes ingleses e americanos. De qualquer forma, não dá pra chamar de boba uma cervejaria que existe desde 1850 e está na 7ª (sétima!!) geração da família. Tipo assim… porra!! Quem nos atendeu foi Didier (o pai) e Leonel (o filho).
A Silly exporta 30% de sua produção, o que nem é tanto assim pros padrões belgas, e tem um portfolio considerável de cervejas bem diversificadas entre si, indo de uma Saison, passando por uma Pils, Uma Blanche, uma Scotish Ale (!) e a Pink Killer, que leva suco de grapefruit rosa. Surreal. Três delas estão sendo exportadas para o Brasil, mas infelizmente não a que considero a melhor – a Double Enghien uma bem temperada e frutada belga de respeito.
Visitamos a cervejaria em nosso primeiro dia em Bruxelas, 18 de agosto, e ainda aproveitamos para dar uma esticada depois até a Brasserie des Géants, em Ath, curiosamente montada dentro de um castelo (!). Infelizmente não conseguimos visitá-la, mas só o local já vale a pena.
Anúncios

Bruges

In Bélgica & Luxemburgo on setembro 12, 2010 at 10:10 pm
Nossa aventura em Bruges, uma das cidades mais charmosas e famosas da Bélgica, aconteceu na terça-feira 17 de agosto. Como estou com preguiça, vou colocar tudo em 12 tópicos, devidamente ilustrados:
1) Turistas demais.
2) Chuva demais!
3) Igrejinha bacana.
4) Canais pra todo lado. Passeio de barco obrigatório. Não fizemos.
5) Passeio de carruagem é horrível. Este, é claro, nós fizemos.
6) Gambrinus: puta bar de cervejas com um cardápio gigantesco. Atendentes, entretanto, não muito profissionais. Uma delas espirrou cerveja da chopeira na minha Nikon D5000 enquanto tirava um chope. Amadorismo hein…
7) Mapa de Bruges oficial: lixo. Mapa de Bruges feito pelo Use-It, grupo que compila opiniões dos próprios “locais” e é direcionado para jovens (pessoas sem frescura, em outras palavras): genial!
8) Visita à cervejaria De halve Maan: obrigatória! Só a parte de museu deles já vale Bruges inteira. A cervejaria é a única sobrevivente na cidade, e é da época em que elas eram arranjadas verticalmente, em vários andares, já que a força da gravidade é de graça.

9) Comprei uma camiseta escrita FBI – Famous Beer Inspector. Trocaralho do dedilho hein!
10) Moules & Frites no almoço (óbvio!) acompanhadas de um copo de Kwak. Excelente harmonização regional, batman! Caaaaaaaara eu sinto saudades desses mariscos no vinho branco… e das Kwak no copo oficial também, é claro.
11) Tinha uma mulher zumbi na rua. tirei uma foto.
12) CHOCOLATE, CHOCOLATE, CHOCOLATE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Lille, Cidade Proibida

In França on setembro 11, 2010 at 9:19 pm
Como coloquei em outro post, existe um raio bizarro de uns 500 km em qualquer direção de Londres onde o tempo é completamente imprevisível. Bem, Lille está dentro desse raio. Nos dois dias que deixamos para conhecer a cidade – domingo 15 e segunda 16 de agosto – choveu quase que sem parar. Irritante, mas faz parte de qualquer viagem.
Como ficar no hotel coçando o saco é coisa de otário, tomamos coragem e saímos à rua para explorar a cidade, que além de linda é cheia de história. Mas aí vem a pergunta: você já ouviu falar de Lille? Conhece alguém que tenha ido para lá? Bom, nem eu. O caso é que com tanto lugar bacana na França, com a Bélgica e Holanda logo ali e com as praias da Normandia razoavelmente perto, Lille fica praticamente deserta no verão. De noite quase que dava pra ouvir os rolos de feno voando pelas ruas. E isso é bom! De tão subestimada, a cidade guarda muitos tesouros interessantes. Um deles é o Palais des Beaux-Arts, o maior museu da França de artes plásticas depois do Louvre. A medalha de prata não importa: o acervo de quadros é impressionante, exibidos em salas divididas pelo período histórico, com bastante informação de apoio. O mais ignorante em arte consegue se achar numa boa lá.
Quando uma réstia de luz solar ensaiou aparecer entre as nuvens carregadas, demos uma caminhada rápida pelas ruas estreitas do centro antigo, sem esquecer da Grand Place – afinal, cidade européia que se preze tem que ter uma praça central. A de Lille é linda; de novo, faz a cidade parecer totalmente subestimada.
No total ficamos hospedados 5 noites na capital do norte francês, antes de partir para a etapa final da road trip, em Bruxelas, na terça-feira – com uma parada estratégica em Brugges no caminho.